sexta-feira, 8 de março de 2013

A carta.

Vim em busca do seu abraço, mas não consegui.
Tô me sentindo sozinha, eu podia ligar para tanta gente...
Gente que não entenderiam as lágrimas e a tristeza que me invadiu,
Gente que não teria no abraço o que eu procuro, muito menos o que eu preciso.
Ainda tô aqui, porque não tenho vontade de ir pra nenhum lugar, você não vai estar lá!
Eu não sei porque ainda estou escrevendo, esse vazio que sinto vai matando as palavras.
Duro é precisar de alguém e não ter a quem.
Por que esses "alguéns" são tão específicos se não os chamamos pelos nomes?
Ah lembrei... é porque o meu tem.
E o nome é o teu, tu é o meu alguém que a gente diz precisar.
Não me pergunte o que eu quero de você, a resposta seria:
Quero tudo o que você puder me dar!
Então por que eu sempre vou embora de mãos vazias?
Você me faz escrever coisas bonitas que nem sei se vão chegar.
E se chegarem, será que vão mudar?
Você é a interrogativa da minha poesia.
Esses são pobres versos que nunca conseguem um travessão em contrapartida.
Não precisaria ser longo, só precisaria ser seguido de reticências, ponto final ou exclamação,
Já me cansei de tantas vírgulas.
Somos compostas de medo e esperança.
Se eu que sempre fui a mais fraca consegui deixar a esperança ser maior,
Me diz, por que você tem tanto medo?


"- Nós dois sabemos como isso acaba. Não sei como ou quando e não me importo onde está vivendo ou com quem está morando, você é minha namorada. Ficaremos juntos no final. Eu sei disso e você também."

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