segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

like a coffee

As vezes começo a me preocupar quando eu te amo de um jeito que não dói. Como um café que ficou morno, esfriou. Sobrou aquela metade que ninguém vai tomar. Se estivesse quente não sobraria, teríamos ido até o final, mas você preencheu sua xícara uma vez e não contente está preenchendo novamente, resolveu misturar, tornar sua vida bebível, enquanto eu ainda procuro uma pia para despejar da minha xícara o que restou de você. 10.01.2013

Mais do mesmo.

Depois de consecutivos socos no estômago não dá, preciso vomitar diferentes palavras que dizem o mesmo de sempre: você. Fiz uma promessa de ano novo e tu seria assunto extinto, daqueles que mesmo que passasse a mente, jamais chegariam aos lábios ou nos dedos, mas como toda promessa de fim de ano, não cumpri. Estar nesse lugar que você me trouxe quando eu menos mereci é incrível, nostálgico e doloroso. E você sabe como eu posso ser masoquista em procurar... procurei a casa daqueles dias que nunca vou esquecer, cheguei perto, passei na rua, mas não consegui identificar exatamente quais das tantas era a tal casa, entristeci, como se eu já não tivesse motivos de sobra pra isso. As vezes acho que realmente não signifiquei nada, na verdade, está cada vez mais evidente e eu tento me agarrar desesperadamente num fiapo de "ei, foi real, não viveu sozinha a dois", mas a essa altura não sei o que pode ser pior. Talvez você me odeie, eu já não sei mais se conheço as pessoas a ponto de dizer "ela jamais faria/falaria tamanho absurdo" e isso dói também. Seu coração muitas vezes ingênuo e sonhador ia longe, acreditando nas peças que lhe pregaram, você quis se permitir e eu me permiti não correr atrás e atrapalhar o que você queria. Não posso me arrepender disso, fiz o que era certo para nós, embora o plural nem exista mais. 05.01.2013