quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Não estamos aqui para falar de felicidade.


Nunca imaginei que depois dos vinte ia sentir uma necessidade tão grande de escrever.
Gosto do carderninho, do papel e da caneta, parece que transmite mais verdade, hoje as palavras estão banalizadas, mas o que tenho a dizer não pode ficar esquecido e para ninguém.
Quando você é novo tudo parece o fim do mundo, entretanto, você vai ficando mais velho e as coisas continuam parecendo iguais.
Pessoas sentimentais sofrem, sofrem porque não são compreendidas e sofrem porque se importam demais com o que os outros esquecem rápido. Eu nunca esqueço.
Já ficou claro que não estamos aqui para falar de felicidade, não é?
Felicidade se vive, não se escreve. Queria estar vivendo...
Cheguei em um ponto crucial entre manter velhos valores ou a sanidade, bem, você já deve imaginar que agora faço coisas das quais nunca admirei muito.
Hoje eu sonhei com ela e acordei chorando, igual da última vez em que dormimos juntas, ela tentava me acalmar e eu soluçava porque naquele sonho ela tinha me deixado... Dessa vez foi diferente, o sonho foi bom, mas não há ninguém aqui pra me acalmar.
Tive muitas brigas sobre demonstrar ou não o que eu sinto, existem pessoas que acreditam que devemos guardar, não dizer, ser indiferente e existem outras que acreditam que não devemos mostrar algo que não somos ou algo que não existe. Eu posso fingir uma felicidade inexistente ou mostrar que deu certo a tentativa de me deixarem no chão, a verdade é que no momento em que despedaçam seu coração já não importa de quem são os méritos.



Nenhum comentário:

Postar um comentário